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REVISTA DA TURMA DA MÔNICA CONTRA O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS É LANÇADA

A Embrapa, em parceria com o Instituto Maurício de Souza, a WWF Brasil e a União Europeia, distribuiu durante evento na manhã de quinta (28), na Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), a revista em quadrinhos da Turma da Mônica e o guia didático para professores sobre consumo sustentável e não desperdício de alimentos, lançados oficialmente na terça (26) em Brasília.

Participaram do evento de lançamento local professores, coordenadores pedagógicos, estudantes, pesquisadores, agrônomos, nutricionistas e a sociedade em geral para discutir o problema global do desperdício de alimentos. As publicações educativas explicam os impactos negativos do desperdício de alimentos nas famílias e dão dicas de como substituir esse hábito por um consumo mais sustentável.

A iniciativa faz parte de projeto apoiado pelos Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil, liderado pela Embrapa, em parceria com o WWF Brasil e colaboração do Instituto Maurício de Sousa. O programa é um instrumento de cooperação alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável que visa reduzir pela metade as perdas e o desperdício de alimentos global até 2030.

A versão digital da revista da Turma da Mônica está disponívem no site da iniciativa #SemDesperdicio – semdesperdicio.org .

“Essa ação do Embrapa & Escola também faz parte do projeto ‘Diálogos sobre desperdício de alimentos: sensibilização da juventude sobre consumo sustentável e mudanças climáticas’, que tem como foco a comunicação para mudança comportamental”, explica Gustavo Porpino, analista da secretaria de Inovação e Negócios da Embrapa (Brasília/DF), coordenador da iniciativa.

O evento foi aberto pelo chefe-geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros Marcelo Fernandes, e contou com as presenças do primeiro conselheiro da União Europeia no Brasil Rui Ludovino, da representante do programa Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil Noelia Barriuso, e da assessora da WWF Brasil Maria Fernanda Lino.

Ludovino destacou que o projeto atende à necessidade de ampliar a conscientização sobre o desperdício de alimentos entre os consumidores jovens no Brasil, e tem alinhamento com o novo programa de Economia Circular da Comissão Europeia, no contexto do uso sustentável dos recursos naturais e da luta contra as mudanças climáticas.

Pesquisa
Porpino apresentou os resultados da pesquisa realizada durante 2017 e 2018 e divulgada no início de 2019, para conhecer hábitos de consumo e desperdício de alimentos em famílias brasileiras. Os resultados apontam que 41,6 quilos de comida são desperdiçados por pessoa a cada ano. Diariamente, cada família brasileira joga fora 353 gramas, o que dá um alarmante total de 128,8 quilos de alimento que deixam de ser consumidos e vão parar nos contêineres de lixo.

O estudo também mostrou que na liderança dos alimentos mais descartados estão o arroz (22%), a carne bovina (20%), o feijão (16%) e o frango (15%), presentes nas refeições diárias da maior parte da população. “O arroz e o feijão, que encabeçam a triste estatística, são dois dos principais ingredientes de um cardápio considerado ideal para suprir as necessidades de nutrientes do organismo humano”, ressalta Porpino.

Para tentar explicar essas distorções, a pesquisa constatou ainda que, por trás dos números do desperdício, estão fatores comportamentais como a valorização da fartura, em diferentes etapas do consumo – desde a compra até o preparo do alimento. A necessidade de comprar em grande quantidade, para manter a despensa abastecida, foi confirmada por 68% das pessoas que responderam à pesquisa e que, por sua vez, afirmaram, em 52% dos casos, achar importante o excesso. Mais de 77% dos participantes admitiram a preferência por ter sempre comida fresca à mesa, o que leva 56% deles a cozinhar em casa duas ou mais vezes por dia, contribuindo com a preservação da ideia de que “é sempre melhor sobrar do que faltar”.

Durante o debate, o público teve a oportunidade de apresentar questionamentos, dúvidas e sugestões sobre soluções que fortaleçam a conscientização da sociedade sobre a redução do desperdício de comida.

Assista abaixo ao vídeo da campanha #SemDesperdicio da WFF Brasil e Embrapa.

Tecnologias
Ao final do debate, o pesquisador especialista em ciências do solo da Embrapa Tabuleiros Costeiros Joezio dos Anjos apresentou alternativas de aproveitamento de resíduos alimentares simples e fáceis de serem adotadas em casa pelas famílias.

A compostagem doméstica feita com resíduos de comida usando o trabalho de minhocas é uma dessas soluções. Elas atuam como um “moinho biológico”, e, por meio da transformação da matéria orgânica, ajudam a transformar restos que normalmente vão parar nos lixões em adubo orgânico extremamente rico para as plantas e hortaliças.

O evento se encerrou com um variado e saboroso lanche sustentável preparado com ingredientes e técnicas alternativas, sem uso de plásticos descartáveis para servir. Entre as opções estavam bolinhos de casca de abóbora com coco, esfirras de carne com a folhosa alternativa manjongomes, docinhos de banana, coco e amendoim, pãezinhos de batata-doce, mini pizzas ‘arco-íris’ com vegetais coloridos, sucos naturais e água de coco fresca.

Para o coordenador do Projeto de Educação Ambiental e Sustentabilidade (PEAS) do Colégio e Faculdade Amadeus, José Bezerra, o evento foi uma excelente oportunidade para debater os o consumo sustentável e discutir alternativas pedagógicas eficazes para aplicação nas aulas. “Temos a Embrapa como uma grande parceira nas ações do nosso programa, e esses novos materiais irão enriquecer ainda mais as atividades e promover uma maior conscientização”, ressaltou.

Lázaro de Jesus, do coletivo Aracaju Lixo Zero, afirmou que iniciativas como a publicação da revistinha e do manual são fundamentais para provocar mudança de hábitos culturais e reduzir o desperdício entre as famílias brasileiras. “A prevenção de geração está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, e essa ação foca muito bem nesse ponto”, destacou.

A merendeira Fernanda Sanane, do colégio estadual Francisco Rosa, de Aracaju, as discussões foram muito ricas e motivam uma importante reflexão sobre o desperdício na merenda escolar. “No nosso trabalho temos de lidar com o desperdício desde o transporte e a chegada do alimento à escola, no preparo pelas merendeiras e no serviço aos estudantes. Essa cadeia sofre com diversos fatores que levam ao desperdício – excesso de estoque, falta de espaço para armazenagem, maus hábitos alimentares dos estudantes, entres outros”, explicou.

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