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ALUNOS DE LIMEIRA CRIAM PROTEÇÃO QUE DIMINUI “MACHUCADO” E DESPERDÍCIO DE FRUTAS

Cerca de 30% do que é cultivado não chega ao consumidor por conta do desperdício. Quando a fruta é lavada, a proteção desenvolvida por eles se desfaz e isso não afeta o sabor do alimento.

Por: EPTV 1

Alunos de um curso técnico de Limeira (SP), incentivados pelo Instituto Paula Souza, desenvolveram uma proteção para as frutas que evita o desperdício por conta dos “machucados” que elas recebem na hora do transporte. Com essa proteção, as frutas podem durar até um mês a mais.

Nas feiras de rua é comum ver o desperdício que os comerciantes têm com frutas que já não estão boas para consumo. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 30% do que é cultivado sequer chega ao consumidor.

“Agora é uma época que não perdemos tanto porque está frio. Mas naquele ‘calorzão’, aí dá muita perca”, diz a feirante Neuza Gofani.

Película protetora
Para minimizar o prejuízo, existem diversos materiais que protegem os frutos, mas que no fim significa apenas mais lixo sendo produzido. A partir dessa observação, estudantes do terceiro ano de química de Limeira desenvolveram uma proteção natural para as frutas.

Na primeira tentativa, eles incorporaram cera de abelha à película protetora. O resultado, no entanto, não foi totalmente satisfatório. A película ofereceu a proteção que eles buscavam, mas o resultado visual não funcionaria na hora de a fruta ser comercializada.

Foi então que eles decidiram utilizar uma película de amido misturada ao própolis, e a descoberta foi inovadora.

Chamados de glaceantes, esses produtos protegem e dão brilho às frutas. Os estudantes, então, decidiram aproveitar resíduos da indústria alimentícia, como casca de batata, de maracujá ou laranja. Dessa forma, eles conseguiram produzir um bioplástico. Quando a fruta é lavada, a proteção se desfaz e isso não afeta o sabor do alimento.

Película sai ao ser lavada e não deixa gosto nas frutas

As frutas com a película tiveram uma durabilidade mais que o dobro superior às que estavam sem a proteção. A estudante Paula Castelar destaca que essa criação fecha um ciclo sustentável de utilização dos produtos, porque oferece mais que a vantagem de evitar o desperdício de alimentos.

“Por ser feito de bioplástico, ele se degrada muito mais rápido que o plástico normal. O plástico normal pode demorar até 100 anos para se decompor e fica causando prejuízos para a natureza neste meio tempo, enquanto o bioplástico, em até um ano, pode ser degradado”, diz Paula.

“Quanto mais a gente, os resultados são mais gratificantes. É só investir neles, e eu acho que esse é o papel da escola”, conclui a professora da turma Gislaine Delbianco.

REPRODUÇÃO

Foto: Reprodução/EPTV

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